EFEWashington

"É o único jeito" para superar a pandemia, declarou nesta segunda-feira o anestesista Raymond Pla, uma das primeiras pessoas a receberem nos Estados Unidos a vacina contra a covid-19 desenvolvida por Pfizer e BioNTech, e que disse não ter hesitado "em nenhum momento" sobre a decisão de ser vacinado.

"Não é apenas o melhor modo de avançar, é o único jeito", afirmou Pla, que trabalha no hospital da Universidade George Washington, na capital americana, em entrevista em frente ao centro médico pouco após ter recebido a primeira dose da vacina, que começou a ser administrada nesta segunda-feira no país.

Junto a ele, concederam entrevistas duas enfermeiras e um médico do mesmo hospital minutos após serem vacinados acompanhados do secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar.

"Eu me sinto muito bem. Não hesitei em nenhum momento quando me ofereceram a possibilidade da vacina", comentou Pla, ao relembrar os complicados dias de março, quando a crise sanitária gerada pelo novo coronavírus começou a ganhar forma.

Pla, de 52 anos, reconheceu a "desconfiança existente" em relação às vacinas e à comunidade médica, motivo pelo qual se colocou como exemplo para provar a segurança do imunizante.

"Mas não se pode baixar a guarda, é preciso continuar usando máscara e lavando as mãos. Na minha casa, vamos manter os encontros reduzidos, é o que vou dizer à minha filha de 13 anos quando chegar em casa", declarou.

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CSC, na sigla em inglês) recomendaram a vacinação, inicialmente, para os profissionais da saúde e pessoas que trabalham ou vivem em instalações dedicadas ao cuidado médico a longo prazo, como lares de idosos. O objetivo da campanha é vacinar todas as pessoas nos EUA que desejarem até meados de 2021.