EFEBento Gonçalves (RS)

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu nesta quinta-feira aos membros do Mercosul que promovam uma "integração inteligente" no bloco e enfatizou a necessidade de redobrar a democracia e o diálogo "nesses tempos de convulsões e tensões" na região.

"Os problemas da democracia são resolvidos com mais democracia e mais diálogo", disse Macri, durante a cúpula semestral do Mercosul, onde ele se despede dos outros presidentes do bloco.

Durante seu discurso, Macri, que a partir da próxima terça-feira deixará o poder para o peronista Alberto Fernández, expressou o "compromisso inabalável da Argentina com a democracia, liberdade e direitos humanos".

Importante aliado do presidente Jair Bolsonaro, Macri comentou a situação na Bolívia após a renúncia forçada de Evo Morales em meio às irregularidades apontadas nas eleições e destacou que um novo pleito é a "única maneira de canalizar a vontade do povo boliviano".

O presidente argentino também expressou sua solidariedade com o povo venezuelano diante, segundo suas palavras, do "ultraje" praticado por Nicolás Maduro e pediu aos países do Mercosul que "continuem lutando juntos para restaurar a democracia".

Ele também apoiou as demandas sociais que nas últimas semanas levaram milhares de pessoas às ruas no Chile, mas expressou seu "repúdio pelo uso da violência anárquica".

Em relação ao bloco, Macri afirmou que devem continuar apostando em um "Mercosul expandido" através do diálogo com "parceiros regionais" que queriam trabalhar em conjunto, e sublinhou a necessidade de "aprofundar a negociação de acordos".

Mauricio Macri analisou os progressos realizados pelo Mercosul nos últimos anos e citou o acordo comercial com a União Europeia, "um roteiro e partir do qual podemos progredir e melhorar o nosso intercâmbio".

Além de Jair Bolsonaro e Macri, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, a vice do Uruguai, Lucía Topolansky, representando o presidente Tabaré Vázquez, ausente por conta do tratamento de câncer de pulmão, participam da reunião do Mercosul na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. EFE

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