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A Espanha, que não registrou casos da variante ômicron do novo coronavírus, reforçou neste sábado os controles de entradas de viajantes vindos de alguns países da África, com a obrigação de um teste negativo, assim como do Reino Unido, que precisarão comprovar a vacinação.

O governo publicou hoje diversas normas que limitam os requisitos de entrada das pessoas vindas do território britânico, assim como de outros considerados de alto risco de contágio, que são Namíbia, Bostuana, Suazilândia, Lesoto, Moçambique, Zimbábue e África do Sul, esse último, onde foi detectada primeiramente a nova cepa.

Aqueles que pretenderem entrar na Espanha vindo de algum desses países deverão apresentar, a partir deste sábado, o resultado negativo de um teste de detecção do novo coronavírus, que tenha sido feito, ao menos, 72 horas antes da chegada ao país, independentemente de estarem vacinados ou não.

A mudança na exigência é justificada pelo surgimento da variante ômicron, considerada de risco pela Organização Mundial da Saúde, "com um possível aumento da transmissibilidade e a diminuição da capacidade de neutralização", apontou o Executivo espanhol.

A partir da próxima quarta-feira, além disso, a Espanha só permitirá a entrada de pessoas procedentes do Reino Unido com a apresentação do certificado de vacinação. Até então, só era necessário apresentar teste negativo ou comprovar que havia tido a infecção anteriormente.

A resolução também retira a Namíbia da lista de países isentos da restrição temporária de viagem à União Europeia, que tem Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, além de Arábia Saudita, Austrália, Bahrein, Canadá, Coreia do Sul, China, Emirados Árabes, Hong Kong, Indonésia, Jordânia, Kuwait, Macau, Nova Zelândia e Taiwan.

"A aparição de novas variantes do agente causador da doença obriga nestes momentos a aumentar as limitações de viagem", indica comunicado emitido pelo governo da Espanha.

Além disso, na próxima terça-feira, o Executivo irá avaliar a restrição de voos que chegam da África do Sul, onde foi detectada pela primeira vez a ômicron, e de Botsuana.

A variante foi anunciada ontem como sendo de risco pela Organização Mundial da Saúde e causa preocupação devido ao grande número de mutações da cepa original do novo coronavírus. EFE