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O governo da Espanha calcula que o turismo estrangeiro poderá retornar com segurança no mês de julho, de acordo com a quarta vice-presidente do Executivo, Teresa Ribera, alertando em entrevista à Agência Efe que uma abertura prematura e maciça seria uma "irresponsabilidade" que colocaria em risco a população.

"Temos que ter muito cuidado com a forma como a pessoa que chega não corra risco, porque chega a um destino seguro e, ao mesmo tempo, não represente um risco para a população local", afirmou.

Neste momento, "nossa ideia é que possamos trabalhar sobre origens e destinos seguros, pensando no mês de julho", explicou.

Ministra da Transição Ecológica e responsável pela redução de medidas excepcionais para conter a pandemia da Covid-19, Teresa Ribera lembrou que os surtos ocorridos na China, Coreia do Sul e Singapura "estavam associados à importação de casos" do exterior.

"Não queremos isso para nossa população", enfatizou, assegurando que os dados "extraordinários" sobre a baixa incidência da doença em algumas das regiões mais turísticas da Espanha, como Andaluzia ou ilhas Baleares e Canárias, "nos oferecem segurança hoje, quando não há mobilidade, e nem as pessoas potencialmente infectadas chegam".

"Se abrir em massa, poderemos estar incorrendo em irresponsabilidade", alertou.

O turismo é um setor essencial para a economia espanhola, pois representa 12,3% do produto interno bruto (PIB) e, antes da pandemia, empregava 2,45 milhões de pessoas, 12,7% de todos os postos de trabalho no país. EFE

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