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A Espanha concedeu proteção por razões humanitárias a 12.983 pessoas em 2021, a grande maioria venezuelanas (98,7%), segundo dados provisórios divulgados nesta sexta-feira pelo Escritório de Asilo e Refúgio (OAR) do Ministério do Interior.

Como resultado da crise política e humanitária na Venezuela e da recomendação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o governo espanhol começou a aplicar a fórmula de proteção por motivos humanitários em 2019 para dar uma resposta adequada e consistente com a lei de asilo para venezuelanos que fogem de seu país.

Nesse mesmo ano, o OAR espanhol resolveu 71.830 processos de requerentes de proteção internacional, dos quais apenas 7.371, 10,26%, obtiveram o estatuto de refugiado ou proteção subsidiária.

Especificamente, 5.354 pessoas receberam o status de refugiado e 2.017 obtiveram proteção subsidiária.

Colombianos (1.169), malianos (1.120), afegãos (742), sírios (718) e ucranianos (568) foram, por nacionalidade, os que acumularam mais concessões entre os casos resolvidos.

Pelo contrário, entre as respostas desfavoráveis, 18.614 corresponderam a colombianos, seguidos por peruanos (4.326), hondurenhos (4.125), venezuelanos (2.808) e salvadorenhos (2.329).

De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2021, foram apresentados 65.404 pedidos. Os principais países de origem dos requerentes de proteção internacional nestes 12 meses foram, pela ordem, Venezuela (15.995), Colômbia (11.567), Marrocos (6.536), Mali (4.647) e Senegal (3.198).

Por idade, os que mais apresentaram solicitações foram os de 18 a 34 anos (35.910), seguidos dos de 35 a 64 anos (18.628) e de 0 a 13 anos (7.828). EFE