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A ativista e jornalista espanhola Helena Maleno será agraciada com o prêmio "Pimentel Fonseca" promovido pela Câmara Municipal de Nápoles (Itália), enquanto a capitã da embarcação da ONG alemã Sea Watch, Carola Rackete, receberá o honoris causa.

Este prêmio será entregue em 18 de setembro durante o Festival Internacional de Jornalismo Civil e reconhece o trabalho das mulheres jornalistas e conscientizadas com os Direitos Humanos.

Maleno será premiada pelo seu trabalho de denúncia das violações dos Direitos Humanos dos migrantes na fronteira entre Marrocos e Espanha, e por seu apoio aos migrantes que cruzam o estreito ao informar nas redes sociais sobre a presença dos mesmos para que lhes ajudem.

Este trabalho, que agora lhe renderá este prêmio, no entanto, já inclusive foi alvo de processo por tráfico de pessoas, que finalmente foi arquivado pela Justiça do Marrocos.

Enquanto isso, o prêmio Honoris causa será entregue a Rackete, que foi detida e depois libertada por ter entrado sem permissão no porto de Lampedusa para que pudesse desembarcar os 40 migrantes que levava a bordo há 17 dias.

O prêmio a Rackete já foi criticado duramente pela Liga, o partido do ministro do Interior, Matteo Salvini, que considerou "vergonhosa" a premiação a uma pessoa que pôs em perigo a vida de militares durante a manobra de entrada no porto.