EFEGenebra (Suíça)

Um grupo de especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) assinaram comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira que pede uma investigação ágil e independente sobre a explosão que matou 171 pessoas no porto de Beirute, no Líbano.

O trabalho para identificar os responsáveis pela tragédia, que deixou mais de 6 mil feridos, "deveria estar protegida de qualquer influência indevida", diz o documento elaborado por 40 especialistas.

Segundo o pedido, os investigadores precisam ter plenos poderes, para avaliar qualquer possível falha, inclusive das autoridades locais, que levou a explosão de quase 3 toneladas de nitrato de amônio, que estavam armazenados no porto de Beirute.

O texto ainda expressa preocupação com o alto nível de irresponsabilidade e impunidade em torno do acidente, que, além dos mortos e feridos, provocou cerca de US$ 15 bilhões (R$ 81,8 bilhões) em prejuízos materiais, segundo dados oficiais.

Os especialistas em direitos humanos ainda solicitaram que as autoridades libanesas permitam a realização de protestos pacíficos nas ruas das principais cidades do país e ainda garantam a proteção de manifestantes e jornalistas.

O documento também tem um pedido para que seja informado à população de Beirute os indicativos de poluição que ainda podem estar no ar, depois da explosão que liberou no ar óxido nitroso e outros gases potencialmente tóxicos.