EFEJerusalém

Sarah Netanyahu, esposa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, formalizou neste domingo um acordo com a Procuradoria para evitar uma acusação por corrupção sobre mal uso de verbas públicas para cobrir despesas de alimentação em sua casa.

A mulher de Netanyahu se apresentou em uma corte de Jerusalém para assinar o acordo alcançado no final de maio, após uma mediação de seis meses, e a devolução de 55 mil shekels (R$ 59 mil) aos cofres do Estado, sendo 10 mil shekels como multa.

Desta forma, evitará acusações de fraude e abuso de confiança por bancar alimentação luxuosa e chefs para a residência do primeiro-ministro, que já conta com um cozinheiro oficial, e só será condenada por crimes menores após admitir ter tirado vantagem de uma falha de contabilidade.

Sarah Netanyahu e o zelador da sua residência, Ezra Saidoff, foram acusados de fraude e abuso de confiança por gastarem US$ 100 mil, e o funcionário terá pagar 10 mil shekels e realizar serviço comunitário.

A defesa de Netanyahu classificou a sentença de "uma punição severa e dolorosa", enquanto o procurador Erez Padan disse que, nos acordos de culpabilidade, se fazem "concessões difíceis", informou o portal de notícias "Ynet".

Além disso, Benjamin Netanyahu enfrenta acusações de abuso de confiança, fraude e suborno em três expedientes separados, pelos quais tem programada uma audiência com o procurador-geral de Israel, Avichai Mandelblit.

Recentemente o primeiro-ministro conseguiu que a audiência fosse adiada de julho para outubro, após a realização das eleições israelenses, previstas para o próximo dia 17 de setembro.