EFEPunta Cana (República Dominicana)

Chile, Colômbia e Peru são os países com mais capacidade de realizar Parcerias Público-Privadas (PPPs) sustentáveis na América Latina, segundo o último índice Infrascopio, elaborado a cada dois anos pela empresa de consultoria britânica The Economist Intelligence Unit.

"Os países da América Latina e do Caribe têm um forte desempenho na área de Regulações, e as PPPs são aceitas quase universalmente como uma ferramenta de contratação, adoção generalizada de planos nacionais de infraestrutura e melhorias nos indicadores de sustentabilidade", informou o estudo divulgado nesta quinta-feira no Fórum PPP Américas, realizado em Punta Cana, na República Dominicana.

O índice de 2019, solicitado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), situou Chile, Colômbia e Peru como primeiros colocados, seguidos por Jamaica, Guatemala, El Salvador, Brasil, Costa Rica, Uruguai e Honduras.

O relatório, que se baseia em cinco categorias (regulação, instituições, maturidade, clima de investimento e financiamento), destacou os "avanços" regionais na última década.

Enquanto a regulação é a área com as maiores pontuações, o financiamento é o que conta com as menores, o que "mostra que as instituições para financiar infraestrutura são incipientes na América Latina e o Caribe".

"A transparência e a prestação de contas durante o ciclo de vida das PPPs são essenciais para garantir que estejam bem gerenciadas e para documentar os sucessos a fim de gerar apoio público para futuras iniciativas", diz o estudo.

Ancor Suárez-Alemán, especialista de PPPs no BID, ressaltou que "para conseguir os maiores benefícios sociais derivados das PPPs na região, e a fim de fornecer mais e melhores serviços de qualidade aos habitantes da América Latina e do Caribe, é fundamental conhecer as condições nas quais estas podem ser implementadas".

A região atualmente investe cerca de 3,5% do PIB, quando os cálculos do banco estimam que para se alcançar o nível de desenvolvimento adequado deveriam ser investidos entre 5% e 6%, o que representa uma lacuna equivalente a US$ 150 bilhões ao longo dos próximos anos.

Como o enorme volume de financiamento requerido não é "suficiente" apenas com os fundos regionais, é preciso recorrer a investidores internacionais, e as PPPs são instrumentos que podem dar resultados benéficos para ambas as partes, segundo o especialista.

O fórum PPP Américas, que termina nesta quinta-feira, reuniu mais de 500 representantes do setor público e investidores privados na região. O evento é organizado pelo BID e seu braço para o setor privado, o BID Invest, juntos com o governo da República Dominicana.