EFEWashington

Um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter pedido a remarcação das eleições americanas, marcadas para 3 de novembro, a Casa Branca criticou nesta sexta-feira a decisão de adiar as legislativas em Hong Kong e vê iniciativa como uma forma de atrapalhar o processo democrático na região.

"Condenamos a decisão do governo de Hong Kong de adiar por um ano as eleições para o conselho legislativo e desqualificar os candidatos da oposição", declarou a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, em entrevista coletiva.

"Esta ação mina os processos democráticos e as liberdades que sustentaram a prosperidade de Hong Kong e é apenas a última de uma lista crescente de promessas quebradas por Pequim, que prometeu autonomia e liberdade ao povo de honconguês", acrescentou.

Curiosamente, Trump sugeriu algo semelhante nesta quinta: que as eleições presidenciais nos EUA, marcadas para 3 de novembro, fossem adiadas com base em dúvidas não comprovadas sobre a insegurança do voto por correspondência. Contudo, ele precisa ter apoio majoritário do Congresso para implementar o plano, ao qual tanto democratas quanto republicanos se opuseram.

A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou nesta quinta que adiará as eleições legislativas da região, inicialmente marcadas para 6 de setembro, por um ano devido ao risco para a saúde representado pela terceira onda de infecções da COVID-19.

Entre as razões apresentadas para adiar o pleito está o risco de contágio devido à aglomeração de eleitores e trabalhadores nas seções eleitorais e a impossibilidade de residentes de Hong Kong no exterior retornarem para votar devido à obrigação de manter duas semanas em quarentena.