EFEWashington

O governo de Donald Trump denunciou a existência de um "padrão" de "intimidação e violência" contra aqueles que são críticos na Rússia, a poucos dias da reunião entre o presidente americano com Vladimir Putin.

"Os EUA seguem preocupados com o atual padrão de intimidação e violência contra quem expressa seu dissidência em toda Rússia, incluindo jornalistas independentes, membros da oposição política e a sociedade civil", disse o Departamento de Estado em comunicado divulgado na quinta-feira.

Washington emitiu a nota "em homenagem" aos jornalistas Natalya Estemirova e Paul Klebnikov, assassinados em 2009 e 2004, respectivamente.

Estemirova, uma ativista dos direitos humanos, foi sequestrada e assassinada na Chechênia, enquanto Klebnikov, cidadão americano, foi assassinado "provavelmente por denunciar a corrupção no governo", segundo os EUA.

"Nem os assassinos, nem aqueles que ordenaram estes crimes foram levados perante os tribunais", denunciou Washington.

No comunicado, o governo americano pediu "o fim da impunidade contra os abusos aos direitos humanos na Chechênia e no resto da Rússia" e mostrou seu apoio "aos valentes jornalistas e defensores de direitos humanos na Rússia e resto do mundo".

Na semana passada, o Departamento de Estado emitiu outra nota onde denunciava uma "erosão" da liberdade de imprensa na Rússia sobre o debate de um projeto de lei no Duma do Estado para ampliar a atual designação de "agente estrangeiro" de veículos de imprensa diretamente a jornalistas.

As novas críticas chegam com Trump em excursão pela Europa e a quatro dias da reunião que manterá com Putin, na próxima segunda-feira, em Helsinque.