EFEWashington

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que aplicaram restrições e revogaram os vistos dos integrantes do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela.

A informação foi dada enviado especial do governo americano para a Venezuela, Elliott Abrams, em pronunciamento ao Comitê das Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

"Impusemos restrições e revogamos vistos dos membros do TSJ, a ilegítima Corte Suprema", afirmou Abrams, além de lembrar que na semana passada foram aplicadas sanções similares a membros da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), aliada do governo de Nicolás Maduro.

Abrams compareceu ao Comitê com a subsecretária adjunta do Escritório de Recursos Energéticos do Departamento de Estado, Sandra Oudkirk, e o administrador auxiliar interino do Escritório para a América Latina e o Caribe da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Steve Olive.

O enviado especial ratificou o apoio ao deputado opositor Juan Guaidó, líder do Parlamento da Venezuela, que em 23 de janeiro se autoproclamou presidente interino do país.

Abrams disse esperar que o povo venezuelano "tenha sucesso na sua busca de liberdade".

"Quando realizar esta tarefa monumental, demonstrará aos ditadores não só do nosso hemisfério, mas também aos do resto do mundo que o desejo do povo pela liberdade prevalece sobre aqueles que tratam de reprimi-la", ressaltou.

Abrams também falou sobre a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos às fronteiras da Venezuela para atenuar a escassez de alimentos e remédios no país e pressionar o governo de Nicolás Maduro.

"Continuaremos pressionando para entregar a ajuda humanitária com a ajuda de parceiros regionais e da comunidade internacional", disse Abrams no Comitê durante a audiência, que recebeu o título "Venezuela na encruzilhada".

Ontem, Guaidó anunciou que a ajuda humanitária deve chegar à Venezuela no próximo dia 23, apesar da recusa de Maduro em recebê-la. O líder opositor declarou que no próximo fim de semana serão realizadas assembleias e "acampamentos humanitários" a fim de organizar e preparar voluntários para buscar a ajuda humanitária nas fronteiras caso as Forças Armadas não permitam a entrada em território nacional.