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O Tribunal de Edimburgo, na Escócia, concedeu nesta quinta-feira liberdade provisória a ex-conselheira de Educação da comunidade da Catalunha Clara Ponsatí i Obiols, no início do julgamento do pedido de extradição feito pela Espanha.

A economista é acusada pela participação no referendo catalão realizado há dois anos, que foi declarado ilegal pela justiça espanhola.

A decisão de libertá-la, no entanto, não paralisa o processo de extradição, que prosseguirá com audiência, também no Tribunal de Edimburgo, no dia 12 de dezembro, mesmo dia em que acontecerão as eleições gerais do Reino Unido.

Hoje, foi aceito o pedido do advogado de defesa de Ponsatí, Aamer Anwar, de deixá-la fora da prisão enquanto o processo acontecer.

A ex-conselheira da Catalunha é apontada como responsável pelos crimes de sublevação e má gestão de fundos referentes à convocação do referendo.

"Ganhamos uma batalha, não uma guerra. Ainda resta um longo caminho", afirmou Ponsatí, através do perfil no Twitter do advogado.

Além disso, foi divulgada uma campanha de doações para que seja possível financiar o processo judicial da catalã na justiça do Reino Unido, que já arrecadou 50 mil libras (R$ 268,8 mil), a metade do estipulado.

A antiga conselheira, de 62 anos, se apresentou mais cedo em uma delegacia de Edimburgo, na Escócia, onde foi detida, em cumprimento de uma ordem europeia de detenção, solicitada pelo Supremo Tribunal da Espanha.