EFEBarcelona (Espanha)

O ex-presidente catalão Carles Puigdemont, alvo de uma ordem internacional de busca e apreensão por parte do Tribunal Supremo espanhol, foi detido nesta quinta-feira na região da Sardenha, na Itália, pelas autoridades italianas, segundo confirmaram fontes políticas catalãs à Agência Efe.

O ex-presidente do governo catalão, que é deputado do Parlamento Europeu, foi detido ao chegar a L'Alguer, município da ilha da Sardenha onde participaria de um ato com a secretária das Relações Exteriores catalã, Victòria Alsina, e a presidente do Parlamento da Catalunha, Laura Borràs.

Como confirmado pelo representante catalão na Itália, Puigdemont foi preso por oficiais à paisana ao chegar de avião de Bruxelas a L'Alguer.

Fontes do Tribunal Supremo espanhol consultadas pela Efe assinalaram que, além dessa ordem, havia um mandado internacional ativo de busca e apreensão contra o ex-presidente da Catalunha.

O advogado de Puigdemont, Gonzalo Boye, explicou nas redes sociais que Puigdemont foi preso ao chegar à Sardenha, aonde ia como eurodeputado, e que esta detenção "está em função da ordem de 14 de outubro de 2019 que, por imperativo legal e conforme estabelecido pelo Estatuto do Tribunal de Justiça da União Europeia, está suspensa".

O chefe do gabinete do ex-presidente, Josep Lluís Alay, informou que Puigdemont tinha ido a L'Alguer para participar da reunião internacional Adifolk e para se encontrar com o presidente da região da Sardenha e o governador de L'Alguer.

"Quando chegou ao aeroporto de L'Algher, foi detido pela polícia italiana. Amanhã, logo pela manhã, será colocado à disposição dos juízes do Tribunal de Apelações de Sassari, que é competente para decidir se o liberta ou o extradita", disse o gabinete do ex-presidente.

Carles Puigdemont está sendo assistido pelo seu advogado, Gonzalo Boye, e por uma equipe de advogados italianos.