EFESassari (Itália)

O ex-presidente da Catalunha Carles Puigdemont deixou nesta sexta-feira a penitenciária de segurança máxima de Sassari, cidade localizada na ilha da Sardenha, na Itália, em que estava detido desde ontem.

Mais cedo, o Tribunal de Apelação local determinou a colocação em liberdade do líder independentista.

Puigdemont foi detido ao chegar a L'Alguer, município da ilha, onde participaria de um ato com a secretária das Relações Exteriores da Catalunha, Victòria Alsina, e a presidente do Parlamento da região espanhola, Laura Borràs.

O juiz do caso considerou a prisão legal, no entanto, decidiu deixar o ex-presidente catalão em liberdade sem medidas cautelares, até que haja uma nova deliberação sobre o caso, com possível determinação de soltura definitiva ou extradição para a Espanha.

O advogado de Puigdemont na Itália, Agostinangelo Marras, confirmou que nova audiência no tribunal da cidade da Sardenha deverá acontecer nas próximas semanas, com a presença do cliente, que, no entanto, poderá deixar a ilha.

Mais cedo, a própria defesa do ex-presidente da Catalunha havia divulgado que havia uma ordem de restrição de movimentação para o exterior da região italiana.

Na saída da prisão, Puigdemont afirmou estar bem e criticou a ordem de prisão emitida pela justiça do país de origem.

"A Espanha não perde nunca a oportunidade de passar vergonha", atacou o independentista, que foi saudado na saída da carceragem por defensores a separação da Sardenha da Itália.

Ontem, Gonzalo Boye, outro responsável pela defesa de Puigdemont, explicou que a ordem de detenção emitida em 14 de outubro de 2019, "por imperativo legal e conforme estabelecido pelo Estatuto do Tribunal de Justiça da União Europeia, está suspensa".