EFECidade do México

A ex-primeira-dama do México Margarita Zavala registrou nesta quinta-feira uma candidatura independente para disputar as eleições presidenciais de 2018.

"Vamos provar que podemos fazer política sem simulação, sem discursos duplos, sem mentiras. Esse é um ato de liberdade e uma decisão ética", defendeu a esposa do ex-presidente Felipe Calderón, que governou o país entre 2006 e 2012, após sair do Instituto Nacional Eleitoral (INE) na Cidade do México.

Na última sexta-feira, Zavala anunciou a renúncia ao Partido Ação Nacional (PAN), do qual fez parte durante 33 anos, após uma disputa interna com o líder da legenda, Ricardo Anaya.

"A direção me impediu de disputar qualquer cargo", afirmou a ex-primeira-dama, que, segundo várias pesquisas, era a favorita dos mexicanos para disputar a presidência pelo PAN.

Zavala disse hoje que coloca seu projeto nas mãos dos cidadãos porque a candidatuar depende deles, não de um "capricho individual".

A equipe da esposa de Calderón terá agora quatro meses para recolher as 860 mil assinaturas necessárias para a aprovação de uma candidatura independente.

A ex-primeira-dama afirmou que seus simpatizantes baterão porta a porta para conseguir essas assinaturas, que representarão também, segundo ela, um "sim" para acabar com a corrupção e a impunidade, para devolver a confiança aos cidadãos, a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento sustentável.

Outras pessoas também foram ao INE para registrar suas candidaturas à presidência do México. Entre elas estão a porta-voz do Conselho Indígena de Governo (CIG), María de Jesús Patricio, e o governador do estado de Nuevo León, Jaime Rodríguez.

Os mexicanos irão às urnas no dia 1º de junho de 2018 para eleger novos presidente, deputados, senadores, oito governadores e o chefe de governo da Cidade do México.