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Pelo menos oito policiais morreram neste sábado no Quênia em decorrência da explosão de uma bomba de fabricação caseira que foi ativada na passagem da viatura na qual viajavam no condado de Wajir, perto da fronteira com a Somália, informaram fontes da polícia.

No veículo viajavam 11 policiais, segundo um comunicado do serviço nacional de polícia do Quênia, no qual não se pronunciou sobre o número de mortos.

O ataque foi reivindicado em comunicado pelo grupo jihadista somali Al Shabab, que declarou que vários policiais quenianos foram levados como reféns, informou a rádio da Somália "Shabelle".

Em 2018 houve dois ataques neste condado, nos quais morreram pelo menos oito soldados em uma ação similar à de hoje, assim como um atentado contra uma escola primária que deixou três mortos, dois deles professores.

O Quênia é alvo de ataques do Al Shabab devido à sua participação militar na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), na qual seus soldados lutam contra o grupo terrorista há uma década.

Além disso, o exército queniano está desdobrado na área próxima à fronteira com a Somália para tentar conter a entrada de jihadistas do país vizinho.

O Al Shabab, que aderiu formalmente à rede terrorista Al Qaeda em 2012, matou cerca de 500 pessoas no Quênia desde abril de 2013, em represália ao envio de soldados à Somália para combater o jihadismo.

O pior atentado do grupo em território queniano ocorreu em abril de 2015, quando 148 pessoas morreram no ataque à Universidade de Garissa.

O Al Shabab controla parte da região central e do sul da Somália e pretende instaurar um Estado islâmico wahhabista no país, que vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre.