EFEParis

O governo da França anunciou nesta quarta-feira que lançará um concurso internacional de arquitetura para a reconstrução da icônica "flecha" da catedral de Notre-Dame, em Paris, que desmoronou com o incêndio de dois dias atrás.

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, afirmou que será apresentado na próxima semana um projeto de lei que definirá as regras para o processo de restauração e estabelecerá as garantias de transparência, para que o dinheiro investido não seja encaminhado para outras finalidades.

Na proposta apresentada pelo governo, haverá alterações na tributação das doações, o que representará aumento na isenção fiscal de 66% para 75%, para pessoas que doarem até 1.000 euros (R$ 4,39 mil).

A partir deste montante, será mantida a regra atual, de 66%, com um limite de 20% do imposto de renda. Também não serão feitas mudanças nas doações das empresas, que podem deduzir 60% das despesas de patrocínio, com um teto de até 0,5% do faturamento.

A polêmica na França sobre as isenções fiscais surgiu depois que alguns donos de grandes fortunas e multinacionais fizeram promessas que já chegam a 800 milhões de euros (R$ 3,5 bilhões) e podem superar 1 bilhão de euros (R$ 4,3 milhões).

Édouard Philippe elogiou o fato de existirem ricos e empresas dispostas a participar da reconstrução da catedral, depois de incêndio que gerou comoção no mundo inteiro.

O primeiro-ministro reconheceu que o prazo de cinco anos dado ontem pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para que seja concluída a reconstrução é um grande desafio.