EFEAtenas

O presidente da Grécia, Prokopis Pavlopoulos, dissolveu o parlamento nesta terça-feira e convocou eleições antecipadas para o dia 7 de julho, atendendo à solicitação apresentada ontem pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras.

Com a publicação do decreto presidencial, a campanha eleitoral começou oficialmente.

O desafio para a coalizão governante Syriza é reduzir, na medida do possível, a ampla vantagem do conservador Nova Democracia que, segundo a primeira pesquisa publicada depois das eleições europeias, já alcança dez pontos percentuais.

Sua estratégia consiste em convencer os que votaram a seu favor em 2015 e lhe castigaram nos pleitos europeus desse ano que os sacrifícios dos últimos anos valeram a pena e que agora, graças à saída do país dos programas de assistência financeira, poderá aplicar sua política social.

Além disso, Tsipras promete aliviar de forma gradual a carga tributária das empresas e da classe média, a camada sobre a qual caiu o maior peso da elevada tributação nos anos da crise e que foi a que mais votou nos conservadores nas eleições europeias.

A campanha da Syriza se resume no seguinte dilema: "continuar melhorando a vida dos que sofreram pela crise ou voltar aos tempos da austeridade draconiana".

Já para o Nova Democracia, o desafio consiste em repetir o êxito das eleições europeias e, se for possível, conseguir a maioria absoluta para não negociar com outros partidos.

O partido liderado por Kyriakos Mitsotakis focou seu programa no alívio fiscal imediato das empresas e da classe média e em uma reforma profunda da administração pública para facilitar os investimentos.

A mensagem do partido, que se dirige principalmente aos eleitores decepcionados com a Syriza, se resume na frase: "Nós prometemos apenas o que podemos cumprir".

Da campanha eleitoral estarão ausentes dois partidos que exerceram um papel importante nos últimos cinco anos: o centrista To Potami e o nacionalista Gregos Independentes (ANEL), até o último mês de janeiro sócios de governo da esquerdista Syriza.

O primeiro, fundado pelo jornalista Stavros Theodorakis com o objetivo de renovar a vida política grega, começou sua breve caminhada alcançando 6,6% nas eleições europeias de 2014 e 6% nas gerais de 2015, mas nas recentes eleições para a Eurocâmara obtiveram apenas 1,5%.

Já o ANEL, que já tinha entrado em crise antes de deixar o governo, começou no governo bipartite com 4,7% e acabou nas europeias com 0,7%.