EFEBeirute

O secretário-geral do partido libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, negou veementemente nesta sexta-feira que a legenda tenha qualquer tipo de ligação com o armazém portuário de Beirute que continha 2.750 toneladas de nitrato de amônio e explodiu na última terça-feira, deixando pelo menos 154 mortos e cerca de 5 mil feridos.

"Negamos completa, categórica e categoricamente que o Hezbollah tenha qualquer coisa a ver com o porto: sem depósito de armas, sem mísseis, sem rifles, sem bombas, sem nitratos de qualquer tipo", declarou Nasrallah em um discurso transmitido pela rede de televisão que leva o seu nome.

"Nem agora nem no passado, nunca", enfatizou o líder, acrescentando que, em todo caso, os resultados da investigação mostrarão que um vínculo desses jamais permaneceria escondido.

Nasrallah fez o pronunciamento depois que jornalistas libaneses e árabes vincularam o conteúdo do armazém que explodiu na terça-feira ao grupo xiita pró-iraniano.

"Alguns meios de comunicação locais e árabes através de redes sociais oficiais, e também através de declarações dos responsáveis e até mesmo com o incêndio no porto saíram com a história de que a explosão no armazém no porto de Beirute foi um depósito de mísseis do Hezbollah. Não sei se isso é liberdade de expressão, isso tem que ser discutido", criticou.