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As negociações para formar um governo na Espanha foram destravadas nesta sexta-feira, após o anúncio do dirigente do Unidos Podemos (UP), Pablo Iglesias, de que está disposto a não fazer parte de um governo de coalizão com o socialista Pedro Sánchez.

"Não devo ser a desculpa do PSOE para que não haja um governo de coalizão de esquerda. Estar ou não no Conselho de Ministros não será um problema quando não houver mais vetos e a presença do Unidos Podemos no governo for proporcional aos votos", disse Iglesias em vídeo divulgado nas redes sociais.

A presença de Iglesias em um hipotético governo de coalizão era o principal empecilho para um acordo, segundo Sánchez disse ontem em entrevista a uma emissora de televisão.

De acordo com fontes do UP, Iglesias está disposto a não fazer parte desse governo, desde que seu partido possa escolher dentre seus membros quem fará parte do gabinete.

A pouco mais de 48 horas para que Sánchez participe do debate para tomar posse como presidente do governo espanhol, o desacordo com Iglesias, se mantinha. Hoje, no entanto, hoje se vislumbrava uma possível aproximação de posturas, o que acabou se confirmando com o anúncio do líder do Unidos Podemos.

O processo de posse começará na segunda-feira, com o discurso de Sánchez, e a primeira votação acontecerá um dia depois. Se o candidato não obtiver maioria absoluta, haverá uma segunda votação na quinta-feira, na qual bastaria conseguir uma maioria simples.

O PSOE ganhou as eleições de abril, com 123 deputados, mas longe da maioria absoluta (176), por isso necessita o apoio do Unidos Podemos (42 legisladores) e de outros partidos menores para confirmar Sánchez no poder.