EFENova Délhi

O governo da Índia anunciou nesta quinta-feira a detecção dos dois primeiros casos no país da variante ômicron do novo coronavírus, em meio a um período de redução do contágio, após um pico iniciado em maio deste ano.

Os positivos para a cepa foram de homens de 66 e 46 anos, que vivem no estado de Karnataka e estavam retornando de viagem ao exterior. Ambos apresentaram sintomas leves da covid-19, segundo explicou o secretário-adjunto do Ministério da Saúde indiano, Lav Agarwal, em entrevista coletiva.

Todos os contatos dos dois pacientes estão sendo identificados e, por privacidade, segundo a autoridade local, não seria informado o país de origem deles.

"Nestes casos no país e nos detectados em todo o mundo, até agora, não foram observados nenhum sintoma grave. A OMS (Organização Mundial da Saúde) continua estudando as evidências", explicou o representante do governo local.

O anúncio sobre o registro dos positivos aconteceu em meio ao endurecimento de medidas de prevenção impostas no país para a chegada de passageiros de países considerados como de alto risco.

"Não há necessidade de entrar em pânico pela detecção da ômicron. Não tenhamos medo ou pânico, mas sejamos mais responsáveis", afirmou Agarwal.

Embora a Índia mantenha suspensos, desde março de 2020, os voos comerciais internacionais, os acordos bilaterais com cerca de 20 países, permitem a chegada e saída limitada de voos.

A partir desta semana, no entanto, todos os passageiros passaram a ser submetidos a teste PCR ainda dentro do aeroporto, onde devem permanecer até que o resultado seja obtido.

Em caso de positivo para o novo coronavírus, é feito o sequenciamento genômico, para determinar se há ocorrência de alguma das variantes do patógeno.

A Índia atravessa um dos momentos mais tranquilos desde o início da pandemia, com uma média de 7 mil casos diários registrados. Em maio, os positivos rondaram a casa de 400 mil por dia. EFE