Neymar deixou seu nome marcado na história da Copa do Mundo deste ano, mas não pelos gols e grandes jogadas, e sim pelas muitas quedas no gramado durante as partidas, o que levou a até o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a falar sobre o assunto nesta sexta-feira.

Perguntado sobre o desempenho do camisa 10 da seleção brasileira em solo russo, o dirigente suíço foi diplomático em um primeiro momento, enaltecendo o talento do jogador de 26 anos.

"É um grande jogador, de um talento real. Quando falo de Neymar, falo de uma lenda no mais alto nível, um desses jogadores que nos presentearam. Não se pode ser negativo com ele", declarou Infantino em entrevista coletiva concedida para fazer um balanço do Mundial.

Depois, porém, o presidente da Fifa foi questionado especificamente sobre possíveis simulações de Neymar e fez, entre risos, um comentário menos político. "Espero no futuro ver mais dribles e suas reais qualidades", afirmou.

Infantino também falou sobre Lionel Messi, outro que teve uma Copa apagada. Se Neymar parou nas quartas de final enfrentando a Bélgica, o argentino deu adeus uma fase antes, com uma derrota para a França. Mesmo assim, o suíço valorizou o futebol do craque do Barcelona.

"Messi foi enorme, como sempre. Fez um golaço (contra a Nigéria, na terceira rodada da fase de grupo). Às vezes, falta um pouco. Por exemplo, se a Argentina tivesse se fechado atrás quando vencia (a França) por 2 a 1, talvez Messi tivesse podido marcar mais gols ou mostrar mais da sua qualidade. Mas Messi não se discute, porque nos faz sonhar há dez anos ou mais, e vai continuar fazendo isso", analisou Infantino.

"Todo o mundo esperava mais da Argentina. Perdeu um jogo muito interessante contra a França, que agora está na final. Isso é futebol. Tenho certeza de que na próxima Copa teremos que levar em conta uma seleção argentina muito forte", completou.