EFENova Délhi

O estado de Assam, no nordeste da Índia, sofre com fortes chuvas e inundações de até dois metros de altura que já deixaram dez mortos e cinco milhões de afetados na região, números que se somam às mais de cem mortes ocorridas pelas mesmas causas em países próximos como Nepal e Bangladesh.

"O problema é que o rompimento de vários diques inundou muitas áreas e é muito difícil navegar para alcançar toda a população, que, além disso, está em zonas remotas", informou à Agência Efe o comandante adjunto de operações da Força Nacional de Resposta a Desastres (NDRF) em Assam, M. Dhami.

Segundo Dhami, dez pessoas morreram em meio a esta situação caótica.

Com 5,2 milhões de afetados em Assam, o equivalente a 15% da população do estado, Dhami explicou que as autoridades trabalham ininterruptamente para evacuar as pessoas em risco. Até agora, a NDRF conseguiu evacuar cerca de 4,3 mil afetados para os quase 700 refúgios abertos no estado.

Isolados e sem telefones, em muitos casos as pessoas afetadas precisam se contentar em receber ajuda em forma de comida e água potável.

"Em alguns casos, quando o nível da água é alto demais, as pessoas precisam ser evacuadas", disse Dhami.

Manoj Kumar Behera, funcionário da NDRF encarregado de coordenar as operações de resgate no distrito de Baksa, relatou o alívio dos cidadãos resgatados dos telhados das casas nos terrenos inundados, onde a água alcançou dois metros de altura.

"Quando a água começa a subir, as pessoas chegam aliviadas às nossas embarcações", comentou Behera.

O estado indiano de Assam, que tem tamanho similar à Áustria e população próxima aos 38 milhões de habitantes da Polônia, não foi o único local afetado. As chuvas e inundações deixaram pelo menos 79 mortos no Nepal e 34 em Bangladesh, onde segundo as últimas informações oficiais quase 1,5 milhão de pessoas estão afetadas.

Esses incidentes meteorológicos são frequentes no Sul da Ásia na época de mais intensidade das chuvas de monção, entre julho e agosto, quando costumam deixar centenas de mortos e milhões de afetados na região. EFE

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