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O governo do Irã confirmou nesta sexta-feira que um navio-petroleiro do país foi atacado perto da cidade de Jiddah, na Arábia Saudita, e que as ofensivas vieram "de um lugar próximo ao corredor no leste do Mar Vermelho", mas não mencionou mísseis, como a mídia estatal iraniana havia indicado.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Abbas Mousavi, garantiu que a situação do petroleiro está sob controle e que "as investigações sobre os detalhes e os autores deste movimento perigoso continuam", informou a agência oficial iraniana de notícias "IRNA". Mousavi acrescentou que entre os dois ataques houve "um intervalo de meia hora".

"Nos últimos meses, foram realizados outros atos de sabotagem contra petroleiros iranianos no Mar Vermelho e estão sendo realizadas investigações sobre os seus autores. Todas as responsabilidades desta medida, incluindo a poluição ambiental na região, recai em quem está por trás desta perigosa aventura", comentou Mousavi.

O petroleiro, operado pela Companhia Nacional de Petróleo do Irã (NIOC) e chamado Sabiti, foi atacado duas vezes nesta sexta-feira, quando estava próximo a Jiddah. As explosões provocaram um vazamento de petróleo no Mar Vermelho.

A embarcação "sofreu danos no casco quando foi atingida por mísseis a 60 milhas do porto saudita de Jiddah", informou anteriormente "IRNA", que citou como fonte o Departamento de Relações Públicas e Assuntos Internacionais da companhia.

"Felizmente, toda a tripulação a bordo está sã e salva e o navio está em condições estáveis", acrescentou a agência oficial.

Segundo o canal de televisão iraniano em espanhol "HispanTV", dois mísseis atingiram a embarcação. De acordo com o site do canal iraniano em inglês "Press TV", os técnicos da NIOC a bordo da embarcação que estavam investigando o incidente não descartavam "um ato de terrorismo".