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O irmão do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez e governador do estado de Barinas, Argenis Chávez, renunciou ao cargo nesta terça-feira e retirou a candidatura à reeleição, devido a ordem do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para que seja repetido o pleito realizado no último dia 21.

"Decidi me afastar do cargo. É uma renúncia irrevogável, e assume interinamente o secretário-geral de governo, o comissário Jesús Monsalve", afirmou Chávez.

O TSJ anunciou ontem a ordem para a repetição das eleições no estado de Barinas, que deverão acontecer novamente em 9 de janeiro, depois que o pleito do dia 21 deste mês teve uma pequena margem de vitória para o atual governador.

A decisão foi tomada após uma ação de Adolfo Ramón Superlano, que é considerado dissidente da oposição ao chavismo, "pela suposta violação dos direitos constitucionais de participação e de voto, previstos na Constituição e diante do clima de tensão entre as militâncias políticas".

O TSJ considerou que o candidato de oposição Freddy Superlano (que não tem relação de parentesco com Adolfo Ramón), não tinha situação regular para participar das eleições.

Argenis Chávez disse hoje que tem confiança que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) irá definir em breve a estratégia para a eleição de 9 de janeiro, entrando em acordo sobre o postulante do chavismo.

"Acho que deve ser avaliado que o candidato eleito tenha a liderança necessária para enfrentar o processo eleitoral que se avizinha", disse o agora ex-governador, que em 2017 sucedeu outro irmão, Adán Chávez, no cargo.

"O fundamental é preservar o poder político", disse Argenis, em referência a mais uma vitória do chavismo na região.

De acordo com a única parcial emitida pelo Conselho Nacional Eleitoral, em Barinas, Chávez aparecia com 93.097 votos, contra 92.424 de Freddy Superlano, com 90% das urnas apuradas. EFE