EFEJerusalém

Israel aprovou, nesta quinta-feira, um maior rigor no confinamento iniciado na semana passada, deixando a atividade econômica a um mínimo essencial e limitando orações e manifestações.

Após horas de debate, o Gabinete de Ministros concordou com os detalhes e aumentou as medidas de isolamento e restrições de movimento devido ao novo coronavírus. A decisão foi tomada após um grave aumento das infecções diárias, que se aproximavam de 7 mil entre ontem e hoje em um país com cerca de 9 milhões de habitantes.

As novas medidas entrarão em vigor amanhã, antes das comemorações no domingo e na segunda-feira do dia mais sagrado do judaísmo, Yom Kipur (Dia do Perdão), e vão durar pelo menos até 10 de outubro.

O mais grave é o fechamento de todas as atividades econômicas não essenciais. Somente os setores financeiro, de energia, alimentação, saúde, agricultura, limpeza, portos e transporte, jornalismo, previdência, construção civil e cadeia de suprimentos poderão funcionar.

As feiras também serão fechadas, as poucas escolas abertas (educação especial para jovens em situação de risco e creches), o transporte público será reduzido ao mínimo e a proibição de se afastar mais de um quilômetro de casa permanecerá em vigor.

Um dos pontos mais difíceis no acordo entre os ministros foi a limitação do direito de manifestação, que só pode ser exercido em grupos de 20, em um raio de menos de um quilómetro das suas casas e com um máximo de 2 mil participantes.

Isso mudará radicalmente o que vem ocorrendo todos os sábado em frente à residência do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, como também em cidades de todo o país, onde milhares de pessoas saem às ruas para pedir sua renúncia, geralmente sem máscara e não respeitando o distanciamento social, e onde ocorrem confrontos com a polícia.

Uma decisão que ainda está pendente é a limitação de voos no Aeroporto Internacional Ben Gurion, nos arredores de Tel Aviv e o principal do país.

O Ministério da Saúde anunciou um novo recorde ontem, com 6.923 novos casos e 31 mortes por Covid-19 em 24 horas. Os dados de hoje mostram 6.808 novas infecções. Esses números colocam Israel entre os mais taxas de morbilidade do mundo, apesar de ter administrado bem a primeira onda da pandemia com um número muito baixo de mortes e infecções.

Dois hospitais anunciaram que estão saturados e não admitem mais pacientes com Covid-19 e os demais apresentam altos índices de ocupação.