EFEJerusalém

Israel começou a construir uma nova barreira entre seu território e a Faixa de Gaza a fim de evitar infiltrações, informou neste domingo o escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Durante o fim de semana, começamos a construir a barreira acima do nível do solo ao longo da fronteira de Gaza (...) que evitará que os terroristas de Gaza penetrem no nosso território", afirmou Netanyahu na reunião semanal de seu gabinete de governo, segundo um comunicado, no qual não foram oferecidos mais detalhes.

Segundo o jornal "The Jerusalem Post", a nova barreira, construída com cimento e com cerca de seis metros de altura, substituirá a atual cerca fronteiriça com a Faixa, que se encontra sob bloqueio israelense desde que o movimento islamita Hamas tomou o controle em 2007.

Hoje mesmo, cinco palestinos procedentes de Gaza, alguns deles armados com facas e alicates, foram detidos pelo Exército israelense nas imediações do perímetro do enclave, informou o "Times of Israel".

Além da barreira terrestre, Israel conta com outras duas: uma marítima de cerca de 200 metros de comprimento, 50 de largura e seis de altura que está construindo e outra subterrânea de algumas dúzias de metros - o Exército não especificou quantos - com o objetivo de detectar e destruir túneis construídos com a intenção de penetrar em território israelense.

"Também gostaria deixar algo claro se não for mantida a calma em Gaza, tomaremos decisões inclusive no período eleitoral e não duvidaremos em atuar", advertiu Netanyahu diante de sua equipe de Governo, em referência aos próximos pleitos gerais previstos para 9 de abril.

A zona fronteiriça entre Israel e a Faixa foi palco de mobilizações da Grande Marcha do Retorno, que pede aos palestinos que compareçam à fronteira para protestar contra o bloqueio e pedir o direito ao retorno dos refugiados palestinos, desde março e desde então 240 palestinos morreram no local, segundo números do Ministério de Saúde.

Também morreram um soldado israelense junto à Faixa e outro em uma operação do Exército encoberto.

Israel acusa o Hamas de instigar os protestos e usá-los para danar a cerca e se infiltrar no país para cometer ataques.