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A Itália registrou 379 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, um pequeno aumento desde que relatou uma média de 200 a 300 nas últimas semanas, e o número total de pessoas infectadas desde o início da emergência sanitária no país, em 21 de fevereiro, chegou a 247.537.

Segundo a Defesa Civil, nas últimas 24 horas, nove pessoas morreram de Covid-19, elevando o total neste período de pouco mais de cinco meses a 35.141. Por outro lado, mas 178 pessoas foram curadas.

O Instituto Superior de Saúde italiano enfatizou que há uma transmissão generalizada do vírus SARS-CoV-2 que, quando ocorrem condições favoráveis, também causa surtos de tamanho considerável. "Às vezes, eles estão associados à importação de casos de estados estrangeiros", explicou o organismo.

A região com mais casos foi Veneto, que teve 117, bem acima dos 77 relatados pela Lombardia, que foi a área mais afetada pela pandemia desde o início.

"Neste momento temos 45 surtos ativos, não há uma grande diferença em relação aos 38 relatados recentemente. Só porque há novas infecções não significa necessariamente que haja novos surtos", argumentou o presidente de Veneto, Luca Zaia.

O Vale de Aosta foi a única região que não teve nenhum caso, enquanto Molise e Umbria tiveram um caso cada.

O ministro da Saúde, Roberto Speranza, anunciou hoje que estendeu a exigência de duas semanas de quarentena preventiva para evitar a propagação do coronavírus a pessoas provenientes da Bulgária e da Romênia. Ele também retirou a Argélia da lista de países não pertencentes à UE que podem entrar na Itália sem justificar razões de urgência, mesmo que mantenham uma quarentena preventiva de duas semanas, como imposto a todos os países fora do chamado espaço Schengen.

O país europeu prorrogou o estado de emergência até 15 de outubro para que possa continuar aplicando medidas para conter o vírus. EFE

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