EFETóquio

O Japão, que há exatamente um ano detectou o primeiro caso de coronavírus no país, recentemente declarou um segundo estado de emergência em várias regiões devido a um aumento alarmante de infecções e mortes - cerca de 40% do total ocorreram no último mês.

A nação asiática confirmou seu primeiro caso de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 em 15 de janeiro de 2020, embora tenha comunicado-o um dia depois. Foi um homem chinês que vivia em Kanagawa, ao sul de Tóquio e havia visitado a cidade chinesa de Wuhan, de onde o coronavírus havia se espalhado.

Nos meses seguintes, os casos aumentaram progressivamente, e o país declarou seu primeiro estado de emergência em 7 de abril em Tóquio e seis outras prefeituras - mais tarde seria estendido a todo o país). Naquele momento, o total de pessoas contagiadas era de cerca de 4,3 mil e as novas infecções por dia não ultrapassavam 1 mil.

De acordo com o último relatório nacional sobre a Covid-19, o Japão teve mais de 6,6 mil novos casos nesta quinta-feira, o que elevou o total desde o começo da pandemia a 309.214. As mortes causadas pela Covid-19 são 4.315.

De acordo com estimativas feitas pela Agência Efe utilizando dados do relatório oficial do Ministério da Saúde japonês, 41% dos casos e 39% das mortes foram registrados no último mês. Autoridades em Tóquio relataram hoje 2.001 novos contágios somente na região da capital.

O relatório nacional desta sexta-feira será publicado amanhã, mas de acordo com a contagem em tempo real da emissora pública "NHK" o total diário será superior a 4 mil casos.

A tendência ascendente que o Japão vem vivendo desde novembro levou o governo central a declarar um segundo estado de emergência em 7 de janeiro, que atualmente afeta 11 das 47 prefeituras do país, onde mais da metade da população está concentrada e onde cerca de 80% dos casos de coronavírus já ocorreram.

O alerta sanitário japonês, que não inclui o confinamento da população, os incita a não fazer deslocamentos desnecessários e a ficar em casa a partir das 20h.

O arquipélago também proibiu, pelo menos até o final da declaração, previsto para 7 de fevereiro, a entrada de não-residentes no território, apenas com algumas exceções. EFE

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