EFECidade do Vaticano

João Paulo I, cujo pontificado durou apenas 33 dias, será proclamado beato, depois que o papa Francisco aprovou um decreto que reconhece um milagre por sua intercessão, da cura de uma criança argentina de 11 anos, conforme divulgou nesta quarta-feira o Vaticano.

O italiano Albino Luciani, nascido em 1942, foi eleito líder da Igreja Católica em 26 de agosto de 1978, mas acabou morrendo pouco mais de um mês depois, sendo um dos pontífices mais breves da história.

O milagre de João Paulo I reconhecido é a suposta cura de uma menina de 11 anos, em Buenos Aires, ocorrida em 2011. A criança sofria de encefalopatia inflamatória aguda grave e tinha poucas chances de sobreviver, de acordo com o Vaticano.

A jornalista e uma das integrantes da equipe que postulava a canonização, Stefania Falasca, afirmou em recente entrevista ao jornal religioso "Avvenire", que o conselho médico que analisou o caso "apontou por unanimidade que a cura era cientificamente inexplicável".

A causa em favor de Luciani foi aberta em novembro de 2003, 25 anos após a morte do pontífice e foi concluída em novembro de 2017, com o decreto assinado pelo papa Francisco, que proclamou as virtudes heroicas de João Paulo I.

No mesmo ano, também foi encerrada a investigação diocesana iniciada em 2016, em Buenos Aires, em que foi examinado o milagre realizado pela intercessão do antigo líder da Igreja Católica.

Para ser declarado santo no futuro, no entanto, seria necessário provar um segundo milagre de João Paulo I. EFE