EFEVarsóvia

A polícia polonesa afirmou nesta segunda-feira que a pessoa que na noite de ontem atacou o prefeito de Gdansk, Pawel Adamowicz, atuou sozinha.

O porta-voz policial Mariusz Ciarka identificou o agressor como Stefan W. (a lei polonesa impede a publicação do sobrenome de um detido) e disse que atuou de maneira "totalmente irracional".

Por sua vez, o vice-ministro do Interior polonês, Jaroslaw Zielinsk, informou que o agressor "sofreu de transtornos psiquiátricos" no passado e informou que seu departamento abriu uma investigação para determinar se a agência privada de segurança responsável atuou com diligência.

A agência "Tajfun" afirma que o desdobramento de segurança foi o habitual em um ato grande, onde não existia nenhum indício de ameaça que sugerisse que o prefeito deveria ter especial proteção.

Também é investigado como o agressor conseguiu a credencial de imprensa que o permitiu subir no palco onde Adamowicz estava, embora alguns jornalistas tenham informado aos veículos de imprensa locais que os controles de acesso eram poucos, e de fato um repórter afirma que conseguiu acessar o local só por afirmar ser redator de um meio.

O agressor é um ex-condenado de 27 anos por roubo à mão armada a entidades bancárias desta cidade.

A tentativa de assassinato aconteceu diante de uma multidão que assistia a um popular ato beneficente ontem à noite, e depois de esfaquear Adamowicz, o agressor pegou um microfone para assegurar que com o seu ataque buscava se vingar por ter sido "injustamente preso e torturado pelo partido Plataforma Cidadã".

Adamowicz, de 53 anos, é membro do principal partido da oposição na Polônia, a força liberal de centro-direita Plataforma Cidadã, e prefeito de Gdansk desde 1998.

O presidente da Polônia, Andrzej Duda, convocou nesta tarde os líderes dos principais partidos para organizar atos conjuntos em solidariedade com o prefeito de Gdansk, que segundo os últimos relatórios médicos segue lutando pela vida.

Em um ato de solidariedade, cerca de 200 pessoas compareceram hoje para doar sangue ao prefeito, internado em um hospital de Gdansk.