EFEEstrasburgo (França)

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, discursou nesta quarta-feira pela última vez no plenário da Eurocâmara e se despediu dizendo que "é preciso amar a Europa".

"Quero dizer o que já disse no primeiro dia: é preciso amar a Europa, se não será impossível seguir em frente. Viva a Europa!", foram as últimas palavras de Juncker na Câmara.

O chefe do Executivo comunitário ficará no cargo até 31 de outubro, mas não deve voltar a discursar, pois as próximas sessões após as eleições de 26 de maio serão dedicadas à escolha dos presidentes do Parlamento e da Comissão Europeia.

"Este é o último discurso que farei diante desta câmara. Gostei muito do trabalho feito aqui e estou satisfeito com o que foi alcançado", acrescentou o político ao término de sua fala, em um debate com o primeiro-ministro da Letônia, Krisjanis Karins.

Juncker manteve uma boa relação com a Eurocâmara durante todo seu mandato, embora em 2017 tenha se indisposto pela escassa presença dos eurodeputados em um debate com o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat.

Seus problemas de saúde, por outro lado, o impediram em algumas ocasiões de permanecer após falar nos debates. "Por conta da dor ciática, não posso ficar tanto tempo de pé", afirmou mais de uma vez antes de delegar as conclusões de fechamento a algum de seus vice-presidentes.