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A Justiça do Equador ordenou a prisão domiciliar do ex-presidente Abdalá Bucaram, investigado em um caso de suposto envolvimento com o crime organizado, informou nesta quinta-feira a Promotoria Geral do Estado.

Em sua conta no Twitter, disse que, com base nas provas apresentadas, um juiz expediu a "prisão domiciliar com vigilância policial" para Abdalá Bucaram Ortiz, devido à sua idade, uma vez que tem 68 anos.

Colocou também em prisão preventiva os três agentes da Agência de Trânsito Metropolitano que são "processados por suposto envolvimento com o crime organizado".

Bucaram foi preso ontem de manhã, durante uma operação policial em sua casa, em uma ação com vários policiais das forças especiais armadas que entraram em seu quarto em sua residência na cidade de Guayaquil.

Além disso, estão entre os alvos das autoridades um dos filhos de Abdalá Bucaram, identificado como Jacobo, e três funcionários da Agência Metropolitana de Trânsito. Contra eles, foi aberta uma investigação em maio passado, por suposta relação com dois israelenses presos na província de Santa Elena.

Um desses cidadãos israelenses acabou sendo assassinado no último sábado, em uma penitenciária de Guayaquil, onde também estava o outro detido em Santa Elena, que também tem passaporte australiano e que ficou ferido na ação.

Ambos eram acusados de envolvimento em uma suposta venda irregular de insumos médicos e indicaram Jacobo Bucaram como cliente.

Além disso, os dois estariam envolvidos em um caso de falsificação de documentos para, supostamente, se passarem por representantes da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) no Equador. EFE

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