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A Espanha reportou nesta segunda-feira o primeiro caso da variante ômicron do coronavírus causador da covid-19, diagnosticado pelo serviço de microbiologia do hospital Gregorio Marañón, em Madri.

Pelo Twitter, o serviço comunicou que o infectado é um viajante procedente da África do Sul e que, segundo o governo regional de Madri, tem 51 anos e voltou no dia 28 de novembro com sintomas leves da doença.

O paciente, que está isolado em quarentena, retornou da África do Sul para a Espanha no domingo passado após uma escala em Amsterdã.

A Direção Geral de Saúde Pública da Espanha mantém a vigilância epidemiológica dos contatos próximos do voo que aterrissou em Madri procedente da capital holandesa. O positivo foi detectado com um teste de antígeno no aeroporto Adolfo Suarez Madrid-Barajas.

Vários países anunciaram nesta segunda-feira o fechamento de fronteiras à medida que os casos se propagam pelo mundo em resposta à variante ômicron, detectada pela primeira vez na África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que os riscos globais proporcionados pela variante ômicron são "muito elevados" e pediu todos os governos para acelerarem a vacinação contra a covid-19 e reforçarem as medidas de vigilância para possíveis surtos da nova cepa.

O último relatório técnico da organização, publicado nesta segunda-feira, diz que o risco de transmissão é "elevado" dada a velocidade com a qual a variante desenvolve novas mutações potencialmente mais resistentes à vacina e mais contagiosas, o que torna necessário intensificar as estratégias de prevenção. EFE