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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, culpou nesta quarta-feira os Estados Unidos de violarem a embaixada do seu país em Washington e exigiu respeito ao espaço diplomático, que, segundo disse, foi cedido "legalmente" aos ativistas que a ocupam para impedir a entrada dos enviados do líder opositor Juan Guaidó.

Em transmissão obrigatória de rádio e televisão, o governante venezuelano denunciou que o governo do americano Donald Trump violou o recinto da embaixada, que há semanas é símbolo da luta de poder entre Maduro e Guaidó, que é reconhecido como presidente interino da Venezuela pelos EUA e outros 50 países.

A denúncia do governante aconteceu depois que na segunda-feira os ativistas pró-Maduro impediram seu despejo do edifício diplomático após as forças de segurança americanas entrarem no local à força.

Nesse sentido, Maduro exigiu respeito à sede diplomática que, segundo ressaltou, "é inviolável, intocável" e "não pode ser tomada".

"Nenhum juiz dos Estados Unidos pode ordenar seu despejo, é território venezuelano nos Estados Unidos, como o é a embaixada dos Estados Unidos em Caracas que é inviolável, intocável e nós respeitamos escrupulosamente o direito internacional", destacou.

Além disso, agradeceu aos ativistas que se encontram ali lhe apoiando e que defendem o recinto da embaixada "que foi cedido legalmente, de acordo com as leis internacionais e com as leis dos Estados Unidos, a este coletivo de cidadãos e cidadãs".

Por fim, Maduro felicitou o embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, pela entrevista coletiva que deu nas Nações Unidas explicando "a verdade sobre o ataque ilegal" à embaixada.

Na coletiva de ontem, Moncada propôs aos EUA, em nome do governo de Maduro, a nomeação de um terceiro país para que proteja a embaixada da Venezuela em Washington, uma proposta que até agora foi rejeitada.