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O presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, iniciou neste domingo uma série de exercícios militares que se estenderão até sexta-feira e aproveitou a ocasião para criticar seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, por considerar que este pretende intervir no país.

"Que Donald Trump não nos ameace. Fora Donald Trump da Venezuela, fora com suas ameaças, aqui há forças armadas e aqui há um povo para defender a honra, a dignidade e o decoro de uma pátria que tem mais de 200 anos de luta", disse Maduro em um ato com militares no estado de Miranda, próximo a Caracas.

Na atividade, que foi transmitida pela emissora estatal "VTV", o governante anunciou que aprovará os investimentos que sejam necessários para que Venezuela "tenha todo seu sistema de defesa antiaérea e antibalística".

"Para fazer de nossos lares e povos lugares inexpugnáveis, inexpugnáveis pelo ar. Porque pela terra não se podem colocar porque aqui estão os soldados de Bolívar que fariam o império americano pagar caro por qualquer ousadia de tocar o sagrado solo da pátria venezuelana", completou.

Estas práticas que envolvem civis e militares foram convocadas por Maduro depois que o parlamento, de maioria opositora, não lhe reconheceu como presidente legítimo no mês passado, no início do seu segundo mandato.

O chefe do Legislativo, Juan Guaidó, se autoproclamou também no mês passado como presidente em exercício do país e conta com o apoio de vários países, entre eles os Estados Unidos, cujo governo reiterou que considera todas as opções, inclusive a militar, para tirar o chavismo do poder.