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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou nesta quinta-feira que "reforce a vigilância" da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, após rejeitar o despejo dos ativistas que estavam na sede diplomática venezuelana, em Washington.

"Mandei reforçar a vigilância e a proteção policial e legal sobre o edifício do que foi a embaixada dos Estados Unidos, que ainda pertence ao governo americano, vamos protegê-la ainda mais, pois a Venezuela, sim, cumpre com as convenções internacionais", disse.

O líder venezuelano, que considerou como um "assalto" o despejo dos ativistas que "protegeram" a embaixada, indicou que ele deu essa ordem "em correspondência" à visão "estrita de respeito ao direito internacional".

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, havia indicado anteriormente que o governo estava avaliando a resposta ao despejo com o princípio de reciprocidade, sem entrar em detalhes.

As autoridades americanas detiveram os partidários ativistas de Maduro que ocuparam a sede diplomática em Washington na quinta-feira para impedir que os enviados do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, tomassem o controle da embaixada.

Durante várias semanas, o escritório diplomático tornou-se um símbolo de poder entre Maduro e Guaidó, que foi reconhecido como presidente encarregado da Venezuela pelos Estados Unidos e outros 50 países, incluindo o Brasil.

Também nesta quinta, o presidente da Suíça, Ueli Maurer, afirmou que seu país "está preparado" para atuar como protetor da embaixada americana na Venezuela, mas explicou que ainda espera pela aprovação de Maduro.