EFEWashington

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira que mais de 100 combatentes do Estado Islâmico (EI) escaparam de prisões localizadas na Síria, desde a retirada das tropas americanas do norte do país.

O enviado especial dos EUA para o país árabe, James Jeffrey, confirmou a informação durante audiência do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes, após ser questionado sobre as fugas pelo presidente do grupo, o democrata Eliot Engel.

"O número agora é de mais de 100. Não sabemos onde estão", admitiu Jeffrey.

O diplomata afirmou que os EUA ainda contam com tropas em território sírio, trabalhando com as Forças da Síria Democrática (FSD), aliança que incluem milícias curdas, e que entre as prioridades dos americanos está a custódia das prisões onde estão os combatentes do EI.

As palavras do enviado especial vão contra as declarações dadas hoje do próprio presidente americano, Donald Trump, de que os jihadistas do Estado Islâmico que estavam em segurança nas prisões, graças a compromisso firmado pelos governos de Turquia e Rússia.

A estimativa é que os campos de detenção na Síria tenham mais de 10 mil seguidores do grupo jihadista, incluindo 2 mil estrangeiros. Ainda há dezenas de milhares de mulheres, muitas com filhos, encarcerada no nordeste da Síria.

Hoje, Trump garantiu que a Turquia se comprometeu com um cessar-fogo permanente no país vizinho. Assim, o presidente dos EUA retirou todas as sanções que foram aplicadas contra o país governado por Recep Tayyip Erdogan.