EFERabat

O governo do Marrocos decretou a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção para todo cidadão que sair de casa durante o período de confinamento, o que, em caso de descumprimento, poderá render pena de prisão de um a três meses.

A medida, assinada pelos ministros do Interior e da Saúde, entrou em vigor hoje, dia em que o presidente da Procuradoria Geral do país, Mohamed Abdennabaoui, enviou uma circular para advogados gerais e promotores dos tribunais marroquinos, cobrando aplicação "estrita e firme" da determinação.

Além do risco de prisão, as pessoas que não utilizarem máscaras ainda poderão ser multados em valor que vai de 300 a 1,3 mil dirhams (R$ 152 a R$ 662).

Também serão considerados infratores todos os que incitarem o não uso das máscaras, seja em espaços públicos, por meio das redes sociais ou por qualquer outro meio de comunicação.

Para tornar o equipamento de proteção mais acessível, o governo definiu preço de 0,80 dirhams (R$ 0,40) como máximo por unidade da máscara. Uma série de indústrias nacionais ainda foram transformadas em produtoras do item.

Desde o dia 20 de março, o Marrocos está em estado de emergência, o que limita o deslocamento da população nas ruas, com exceção de funcionários de serviços considerados essenciais ou em caso de emergência.

Até o momento, o país do Norte da África tem registro de 1.141 casos de infecção pelo novo coronavírus, além de 83 mortos. EFE

fzb/bg