EFESanta Fé (Argentina)

O Mercosul assinou nesta quarta-feira um acordo para eliminar cobrança de "roaming", taxa aplicada pelas empresas de telefonia quando uma pessoa usa a rede de outra companhia estrangeira ao viajar para outro país do bloco.

O acordo foi assinado pelos chanceleres de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai na conclusão da cúpula de líderes do bloco, realizada na cidade argentina de Santa Fé, e beneficiará 282 milhões de usuários de telefonia móvel na região.

"Vamos simplificar as comunicações tanto para os que viajam pela região como para os que vivem na fronteira. Isso significa maior e melhor conectividade, um fator-chave nesta era digital que vivemos", disse o presidente da Argentina, Mauricio Macri.

O fim da cobrança de "roaming" internacional para os cidadãos dos quatro países do Mercosul reduzirá os custos daqueles que decidirem viajar dentro da região. Com o acordo, um usuário que esteja fora da área de cobertura contratada poderá receber e realizar ligações, além de usar seu pacote de dados, sem a necessidade custo adicional.

Atualmente, o serviço tem um custo extra ao valor já pago pelos usuários mensalmente e varia de empresa para empresa, dependendo dos acordos que elas têm com as companhias dos países vizinhos.

"Estamos muito contentes por esse passo histórico que temos. O objetivo é dar um benefício direto para os nossos cidadãos", disse o secretário de Modernização do governo da Argentina, Andrés Ibarra, em entrevista coletiva.

Para entrar em vigor, o acordo deverá ser ratificado pelos Congressos dos quatro países, mas já pode passar a valer bilateralmente quando pelo menos dois deles derem sinal verde para o fim da cobrança do "roaming" dentro do Mercosul.

Ibarra disse que a medida vai beneficiar 200 milhões de pessoas que viajam entre os países do bloco, em especial as que vivem em áreas de fronteira.

O Mercosul é o segundo bloco do mundo a aplicar uma medida deste tipo, seguindo os passos da União Europeia (UE). Ibarra explicou que algumas das empresas que atuam na região já eliminaram a cobrança nos países europeus, o que, segundo ele, elevou o consumo de dados em 1.300%.