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Milhares de pessoas participaram neste sábado em Moscou de um protesto contra o aumento da idade mínima para a aposentadoria na Rússia, organizado pelo Partido Comunista, em uma jornada de mobilizações em várias cidades do país.

O ato, presidido pelo veterano líder dos comunistas russos, Gennady Zyuganov, contou com o comparecimento de aproximadamente 6.500 pessoas, segundo fontes policiais.

Ao tomar a palavra, o político comunista se dirigiu ao governo russo para assegurar que este não poderá aprovar a medida impopular.

Nesse sentido, Zyuganov prometeu que os comunistas farão o possível "para que o país se levante" e diga "não" à iniciativa governamental que pretende elevar de 55 para 63 a idade de aposentadoria para as mulheres, e a dos homens de 60 para 65.

A Comissão Eleitoral Central da Rússia rejeitou ontem a solicitação dos comunistas para submeter o assunto a um referendo nacional.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou anteriormente que as autoridades ainda não tomaram uma decisão final sobre a polêmica lei, aprovada em uma primeira leitura pela Duma, a Câmara dos Deputados da Rússia, em 19 de julho.

No entanto, Putin deixou claro que o sistema previdenciário deve ser reformado para evitar sua "explosão" no futuro.