EFEViena

Milhares de pessoas saíram hoje às ruas de Viena para protestar contra o atual confinamento da Áustria para combater uma nova onda de contágio pelo coronavírus e contra os planos do governo de introduzir a vacinação compulsória contra a Covid-19.

Das cerca de 20 manifestações que haviam sido convocadas hoje na capital austríaca, a principal contou com a presença de mais de 40 mil pessoas, segundo estimativas da polícia, que destacou 1,2 mil agentes e fizeram várias detenções.

Ultranacionalistas, teóricos da conspiração, negacionistas, defensores de várias teorias esotéricas, movimentos de extrema direita e neonazistas se misturaram enquanto marchavam pela avenida do Ring, que circunda a cidade velha, e depois se reuniram na Praça dos Heróis.

Muitos foram sem as máscaras faciais obrigatórias e sem manter distanciamento social. Alguns manifestantes soltaram fogos de artifício, e as forças de segurança recorreram ao spray de pimenta, mas nenhum grave incidente foi reportado, segundo a emissora pública de televisão "ORF".

A maioria dos cartazes carregavam mensagens de recusa às vacinas e à lei que o governo está preparando para torná-las obrigatórias a partir de fevereiro de 2022.

"As vacinas são genocídio", "Nenhuma vacinação = naturalmente saudável", "Não à vacinação obrigatória, meu corpo me pertence", "Pare este governo" e "Jesus protege as crianças, não as vacinas", são algumas das frases que puderam ser lidas.

Desde 21 de novembro, a Áustria está em confinamento para tentar combater a propagação do coronavírus, com o fechamento de restaurantes, hotéis, museus, eventos e comércio não essencial.

As restrições começaram a ter efeito: a incidência acumulada de sete dias de infecção por 100 mil habitantes caiu de mais de 1 mil em meados de novembro para 667 casos nesta semana. EFE