EFESantiago (Chile)

A família do equatoriano Romario Veloz Cortez, que morreu após ser atingido por um tiro em meio aos protestos no Chile, afirmou nesta quinta-feira que os militares são os "culpados" pela morte do jovem e denunciou o "desamparo" por parte do governo chileno.

"Estamos convictos que foram os militares. Há muitos vídeos" com o momento do disparo, disse um entrevista coletiva a mãe de Romario, Mary Cortez.

O jovem, de 26 anos e residente no Chile há mais de duas décadas, morreu no dia 20 de outubro, durante uma manifestação na região de Coquimbo, 500 quilômetros ao norte de Santiago.

A Procuradoria-Geral da República está investigando o suposto envolvimento dos militares na morte do jovem, e na de outras quatro pessoas, mas no momento "há pouco progresso no caso", lamentou a mãe de Romario, que negou que o jovem estivesse participando de um saque no momento da morte.

"Peço a Deus, todas as noites, para que estas pessoas se arrependam e delatem umas as outras e que o responsável diga por que fez isso", exclamou.

A família, que tem recebido apoio da embaixada do Equador e se reuniu com a ONG Anistia Internacional (AI), também reclamou por não ter recebido atenção do presidente chileno, Sebastián Piñera.

"Nenhuma autoridade nos deu uma explicação nem disse o que realmente aconteceu. Nem sequer nos avisaram que Romario tinha morrido, soubemos pelas redes sociais", lamentou o pai do jovem, Erik Veloz. EFE

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