EFEBogotá

O ministro da Defensa da Colombia, Diego Molano, confirmou nesta quarta-feira o falecimento de Miguel Botache Santanilla, conhecido como Gentil Duarte e chefe de uma das principais dissidências das Farc, ocorrido na Venezuela.

"Informação da Inteligência da Colômbia revela a suposta morte do apelidado Gentil Duarte, no estado de Zulia, na Venezuela", indicou o integrante do governo, em entrevista coletiva.

Mais cedo, a imprensa havia indicado que Botache Santanilla havia morrido em decorrência de um atentado contra um acampamento em que ele estava escondido.

Segundo o governo, um dos homens mais procurados pelas autoridades da Colômbia faleceu "por um confronto entre grupos narcotraficantes e terroristas".

De acordo com o Ministério da Defesa, entraram em choque os integrantes da Frente 33, liderado por homem conhecido como "John Mechas", e a "Segunda Marquetalia", do qual Gentil Duarte fazia parte.

Botache Santanilla chegou a estar na mesa de negociação dos acordos de paz de Havana, mas foi um dos primeiros a deixar as discussões antes da assinatura do texto, em 2016.

Na ocasião, ele fundou a primeira dissidência das Farc, que cresceu e visa reorganizar a guerrilha em bloco, como acontecia antes.

O ministro colombiano, ao falar sobre a suposta morte de Gentil Duarte, atacou o governo da Venezuela, por estar, na versão dele, abrigando pessoas que Bogotá acusa de crimes.

"Essa é uma prova mais, se chegarmos a confirmar esse fato, de que o regime de (Nicolás) Maduro protege grupos terroristas e narcotraficantes em seu território", afirmou Molano.

O grupo "Segunda Marquetalia", liderado por Gentil Duarte, foi incluído pelos Estados Unidos, em novembro do ano passado, em lista de organizações terroristas, após a retirada das Farc. EFE