EFEBuenos Aires

O chefe de Gabinete do governo da Argentina, Juan Manzur, e o ministro da Economia, Martín Guzmán, reuniram-se nesta sexta-feira em Nova York (EUA) com cerca de 20 investidores.

De acordo com um comunicado divulgado pelo governo, eles apresentaram ao grupo "as principais diretrizes e perspectivas da política e da economia argentina".

Durante a reunião, realizada no consulado argentino, Manzur disse que "um acordo positivo com o FMI é uma prioridade nacional".

O chefe de Gabinete ratificou a vontade do país de honrar a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e afirmou que há um "consenso" dentro da coalizão governista Frente de Todos a respeito, além do desejo de "ter o apoio de todos os setores políticos para que ela seja aprovada" no Congresso.

Manzur também disse que o objetivo é "fechar o melhor acordo possível, que ele seja sustentável e permita que o país continue no caminho da recuperação, que não impeça - e, pelo contrário, auxilie - o desenvolvimento".

O governo do presidente Alberto Fernández pretende renegociar com o FMI - obtendo juros mais baixos e prazos de pagamento de pelo menos 10 anos - as dívidas contraídas com a instituição durante o mandato de seu antecessor, Mauricio Macri (2015-2019), que em agosto eram de US$ 45,455 bilhões, segundo os últimos dados oficiais disponíveis.

O setor privado observa com incerteza o processo de acordo da Argentina com o FMI. O país, que enfrenta desequilíbrios macroeconômicos complexos e não tem acesso a financiamento nos mercados internacionais, deve pagar à instituição, entre capital e juros, US$ 19,02 bilhões no próximo ano, além de 19,27 bilhões em 2023 e US$ 4,856 bilhões em 2024, como definido no parcelamento atual.

Também esteve presente na reunião o embaixador argentino nos Estados Unidos, Jorge Argüello, que no Twitter descreveu a reunião como "positiva". EFE