EFERabat/Nuatchot

Pelo menos 50 imigrantes subsaarianos morreram nas últimas 24 horas depois que os dois barcos com os quais se dirigiam para as Ilhas Canárias, um perto de Dakhla, no Saara, e o outro em Nouadhibou, na Mauritânia, naufragaram.

No caso do primeiro naufrágio, os corpos foram localizados por barcos de pesca marroquinos e por integrantes da Marinha Real, de acordo com fontes oficiais, que acrescentaram que outros dez migrantes foram resgatados vivos.

As fontes acrescentaram que as autoridades marroquinas continuam se mobilizando para resgatar possíveis sobreviventes ou encontrar corpos de pessoas que estariam a bordo da embarcação que afundou a cerca de 20 quilômetros ao sudeste de Dakhla.

Por sua vez, a defensora dos direitos humanos e porta-voz da ONG espanhola Caminando Fronteras, Helena Maleno, sublinha em seu relato no Twitter que o número de pessoas afogadas aumentou para 27, e acrescenta que há um número indeterminado de desaparecidos.

Na última segunda-feira, as autoridades marroquinas encontraram sete corpos e resgataram 40 migrantes subsaarianos em sua tentativa de chegar às Ilhas Canárias quando o barco em que viajavam naufragou na cidade de Tarfaya, no sul do país africano.

No segundo naufrágio, outros 40 imigrantes subsaarianos morreram depois que a embarcação com a qual pretendiam chegar às Ilhas Canárias virou em alto mar, embora não muito longe da costa de Nouadhibou, na Mauritânia. Foi confirmado que apenas um sobrevivente foi resgatado.

O barco teve problemas e permaneceu à deriva por vários dias sem ser localizado, disse à Agência Efe uma fonte que depois relatou que os ocupantes decidiram saltar para o mar. Todavia, quase todos eles foram encontrados por acaso pelas autoridades mauritanas ao longo da costa de Nouadhibou.

O sobrevivente, de Gâmbia, que está atualmente em um hospital na mesma cidade costeira, disse que eles deixaram o Marrocos em uma data que ele não consegue lembrar. Tampouco foi capaz de especificar o número de dias que passaram no mar.

O enviado especial da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) para a situação no Mediterrâneo central, Vincent Cochetel, enfatiza em seu Twitter que tanto a sua entidade quanto a Organização Internacional para as Migrações, juntamente com as autoridades mauritanas e outros parceiros, estão tentando intensificar os esforços para evitar tais tragédia. Eles condenam que os traficantes continuem mentindo para os seus clientes.

É o terceiro naufrágio nesta semana de embarcações que tentavam chegar às Ilhas Canárias. Na última segunda, as autoridades marroquinas encontraram sete corpos e resgataram 40 migrantes subsaarianos nas águas da cidade de Tarfaya, no sul do país.

Em dezembro de 2019, 60 migrantes subsaarianos de Gâmbia se afogaram em busca de chegar à Espanha depois que um barco afundou ao longo da costa de Nouadhibou, enquanto outros 180 foram resgatados pelas autoridades mauritanas.