EFEHong Kong

O plano das autoridades de Hong Kong de reabrir o túnel mais importante da cidade para o trânsito levou neste domingo a novos confrontos entre a polícia e manifestantes, que responderam ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança jogando tijolos e coquetéis molotov.

Por volta das 10h (hora local), a polícia usou o gás para dispersar dezenas de manifestantes nas áreas de Tsim Sha Tsui e Hung Hom, na região de Kowloon, logo após os manifestantes enfrentarem alguns idosos que tentavam limpar as estradas.

Três horas depois, o túnel Cross-Harbour, que liga Kowloon à ilha de Hong Kong, foi novamente bloqueado com as cabines de pedágio destruídas pelos manifestantes.

Nos últimos dias, as barricadas causaram um caos generalizado no trânsito no centro financeiro. Por isso, grupos de voluntários estiveram ontem e hoje na região da Universidade Politécnica para retirar das ruas os tijolos e outros objetos.

Embora a maioria das estradas já tenha sido reaberta, a tensão e o sentimento de incerteza continuam em Hong Kong, especialmente depois que ativistas anunciaram na internet que planejam continuar sua greve amanhã.

Além disso, a violência e confrontos deixaram a primeira vítima diretamente relacionada aos protestos: na última sexta-feira, um gari de 70 anos foi atingido na cabeça por um tijolo arremessado por manifestantes.

As manifestações começaram em junho, após um polêmico projeto de lei de extradição, já retirado pelo governo, mas se transformaram em um movimento que busca melhorar os mecanismos democráticos de Hong Kong e uma oposição à crescente interferência de Pequim.