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O Ministério do Interior da Mauritânia informou nesta quinta-feira que dez dos ocupantes da embarcação naufragada ontem nas águas do Oceano Atlântico, na altura de Nouadhibou, continuam em estado grave.

O comunicado, o primeiro emitido oficialmente pelo governo mauritano, diz que até agora foram encontrados 58 corpos lançados pelas ondas ao longo da costa de Nouadhibou, no extremo norte do país africano. Fontes da polícia declararam à Agência Efe que uma criança e três mulheres foram encontradas entre as vítimas.

Na nota, o Ministério divulgou que houve 85 sobreviventes, dez dos quais tiveram de ser hospitalizados devido à gravidade do seu estado de saúde.

Com base nos testemunhos dos sobreviventes, o Governo da Mauritânia estima que o navio transportava entre 150 e 180 pessoas, incluindo várias mulheres e principalmente jovens entre os 20 e os 30 anos de idade. Isso significa que ainda existe um número indeterminado de pessoas desaparecidas.

A embarcação partiu da costa da Gâmbia, ao sul do Senegal, há uma semana, em uma das mais longas rotas percorridas em viagens desse tipo, e tinha como destino as Ilhas Canárias, na Espanha. Segundo a polícia, a maioria dos ocupantes era gambiana, mas também com um grande número de senegaleses.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, cujos agentes recolheram depoimentos de alguns sobreviventes, o navio estava ficando sem combustível quando se aproximou da costa de Nouadhibou, presumivelmente em uma tentativa de reabastecimento.

Foi durante a manobra que a embarcação bateu em um arrecife, tombou, e todos os seus ocupantes caíram na água. Apenas aqueles que sabiam nadar puderam chegar à costa e ficar em segurança, segundo os relatos.