EFECopenhague

As vacinas contra a covid-19 salvaram cerca de 470 mil pessoas com mais de 60 anos na Europa, segundo pesquisa que teve os resultados divulgados nesta quinta-feira pelo escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O trabalho - que não incluiu as vidas salvas pela imunização de pessoas com menos de 60 anos ou pelo efeito indireto da vacinação, na redução da transmissão do novo coronavírus -, foi realizado em 33 países do Velho Continente.

O foco foi indicar quantas pessoas com mais de 60 anos teriam morrido se não houvesse vacinas, utilizando os boletins de vítimas como referência, e calculando a diferença entre as estimativas e o número real, de dezembro de 2020 até novembro deste ano.

"A covid-19 provocou um número de vítimas devastador em nossa região, mas agora podemos dizer categoricamente que, sem as vacinas como ferramenta para conter essa pandemia, muito mais gente teria morrido", afirmou o diretor da OMS-Europa, Hans Kluge, por meio de comunicado.

O responsável pelo escritório regional da agência classificou os imunizantes como "maravilha da ciência moderna", pois alcançaram o que prometiam, que era salvar vidas e oferecer proteção contra a forma grave da doença.

Kluge destacou, por exemplo, que em alguns países europeus, o número de mortes seria o dobro do atual, se não fossem as vacinas.

O estudo, realizado conjuntamente com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), aponta que a cobertura vacinal dos maiores de 60 anos nos países analisados varia de 20% a 100%.

O trabalho estima que, nas nações em que as campanhas de vacinação começaram mais cedo nesse grupo etário, foram salvas mais vidas.

"As consequências das baixas taxas de vacinação em alguns países estão se refletindo em sistemas de saúde saturados e altos índices de mortalidades. Pedimos aos países que sigam insistindo em fechar as brechas de imunização, sobretudo nas pessoas mais vulneráveis", afirmou a diretora do ECDC, Andrea Ammon.

A OMS, no entanto, vem destacando que as vacinas fazem parte de um conjunto de ferramentas e que, apenas elas, não terminarão com a pandemia da covid-19, por isso, segue solicitando o uso de máscara em ambientes fechados, distanciamento social, entre outras medidas. EFE